terça-feira, 30 de junho de 2009

Criatividade e arte com os dedos





Porque cantamos

Se cada hora vem com sua morte
se o tempo é um covil de ladrões
os ares já não são tão bons ares
e a vida é nada mais que um alvo móvel

você perguntará por que cantamos

se nossos bravos ficam sem abraço
a pátria está morrendo de tristeza
e o coração do homem se fez cacos
antes mesmo de explodir a vergonha

você perguntará por que cantamos

se estamos longe como um horizonte
se lá ficaram as árvores e céu
se cada noite é sempre alguma ausência
e cada despertar um desencontro

você perguntará por que cantamos

cantamos porque o rio esta soando
e quando soa o rio / soa o rio
cantamos porque o cruel não tem nome
embora tenha nome seu destino

cantamos pela infância e porque tudo
e porque algum futuro e porque o povo
cantamos porque os sobreviventes
e nossos mortos querem que cantemos

cantamos porque o grito só não basta
e já não basta o pranto nem a raiva
cantamos porque cremos nessa gente
e porque venceremos a derrota

cantamos porque o sol nos reconhece
e porque o campo cheira a primavera
e porque nesse talo e lá no fruto
cada pergunta tem a sua resposta

cantamos porque chove sobre o sulco
e somos militantes desta vida
e porque não podemos nem queremos
deixar que a canção se torne cinzas.

Mario Benedetti

Lembram do Street Fighter II?

O Pânico na tv resolveu recriar uma cena clássica!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

A verdade sobre as universidades

If you never failed, you never lived

Quem nunca fracassou nessa vida? Pois bem, se você se acha um perdedor por ter fracassado alguma vez na vida, assista a esse vídeo e saiba que alguns dos grandes homens que conhecemos fracassaram antes de conseguirem o sucesso!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Adeus Moonwalker




Michael Jackson morreu...
Lembro da primeira vez que o ouvi (que eu me lembre) era um disco que minha avó tinha comprado pra nós, chamado "as melhores da pepsi" e tinha ele na capa, além de uma música dele.
Lembro que eu escutava sem parar a música, e quando o vi na TV, dançando daquele jeito, eu ficava tentando imitar.
Pegava os chapéus e ficava jogando, tentava caminhar para trás...
Não importava a fase da minha vida, Michael estava lá, com suas músicas.
E agora ele morreu...
Fiquei triste, muito triste, polêmicas a parte, ele era um grande artista que fez parte da minha vida, da minha geração.
Na verdade ele era o ícone de minha geração, e como todos os ícones, morreu prematuramente.
Mas enquanto alguém estiver ouvindo, tocando suas músicas, ele estará dançando...
Um rei caído...Vítima da própria fama prematura (Uma criança de 5 anos fazendo turnês...)
Acho que ele já estava sentindo que ia morrer, anunciou essa turnê de Londres como a última de sua carreira.
A imprensa marrom agora comemora, carniça fresca!
Adeus Michael... Vá dançando.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Questão de valores

Eu gosto mesmo é de vida real

Bossa Nostra

Ninguem quer saber
O gosto do sangue
Mas o vermelho
Ainda é a cor que incita a fome
Depende da hora e da cor
Depende da hora,
Da hora, da cor e do cheiro
Cada cor tem o seu cheiro
Cada hora lança sua dor
E dessa insustentavel leveza de ser
Eu gosto mesmo é de vida real

Eu levei
Minha alma pra passear
Eu levei
Minha alma pra passear

Não me distancio muito de mim
E quando saio nao vou longe
fico sempre por perto
Depende da hora e da cor
Depende da hora,
Da hora, da cor e do cheiro
Cada cor tem o seu cheiro
Cada hora lança sua dor
E dessa insustentavel leveza de ser
Eu gosto mesmo é de vida real

Eu levei
Minha alma pra passear
Eu levei
Minha alma pra passear

terça-feira, 23 de junho de 2009

Aproveite a Vida...

APROVEITE A VIDA...

Por Adriano Silva
04/06/2009 - Revista Exame



"Aí um dia você toma um avião para Paris, a lazer ou a trabalho, em um vôo da Air France, em que a comida e a bebida têm a obrigação de oferecer a melhor experiência gastronômica de bordo do mundo, e o avião mergulha para a morte no meio do Oceano Atlântico.
Sem que você perceba, ou possa fazer qualquer coisa a respeito, sua vida acabou. Numa bola de fogo ou nos 4 000 metros de água congelante abaixo de você naquele mar sem fim. Você que tinha acabado de conseguir dormir na poltrona ou de colocar os fones de ouvido para assistir ao primeiro filme da noite ou de saborear uma segunda taça de vinho tinto com o cobertorzinho do avião sobre os joelhos. Talvez você tenha tido tempo de ter a consciência do fim, de que tudo terminava ali. Talvez você nem tenha tido a chance de se dar conta disso. Fim.
Tudo que ia pela sua cabeça desaparece do mundo sem deixar vestígios. Como se jamais tivesse existido. Seus planos de trocar de emprego ou de expandir os negócios. Seu amor imenso pelos filhos e sua tremenda incapacidade de expressar esse amor. Seu medo da velhice, suas preocupações em relação à aposentadoria. Sua insegurança em relação ao seu real talento, às chances de sobrevivência de suas competências nesse mundo que troca de regras a cada seis meses. Seu receio de que sua mulher, de cuja afeição você depende mais do que imagina, um dia lhe deixe. Ou pior: que permaneça com você infeliz, tendo deixado de amá-lo. Seus sonhos de trocar de casa, sua torcida para que seu time faça uma boa temporada. Suas noites de insônia, essa sinusite que você está desenvolvendo, suas saudades do cigarro.
Os planos de voltar à academia, a grande contabilidade (nem sempre com saldo positivo) dos amores e dos ódios que você angariou e destilou pela vida, as dezenas de pequenos problemas cotidianos que você tinha anotado na agenda para resolver assim que tivesse tempo. Bastou um segundo para que tudo isso fosse desligado. Para que todo esse universo pessoal que tantas vezes lhe pesou toneladas tenha se apagado. Como uma lâmpada que acaba e não volta a acender mais. Fim.

Então, aproveite bem o seu dia. Extraia dele todos os bons sentimentos possíveis. Não deixe nada para depois. Diga o que tem para dizer. Demonstre. Seja você mesmo. Não guarde lixo dentro de casa. Não cultive amarguras e sofrimentos. Prefira o sorriso. Dê risada de tudo, de si mesmo. Não adie alegrias nem contentamentos nem sabores bons.
Seja feliz. Hoje. Amanhã é uma ilusão. Ontem é uma lembrança. No fundo, só existe o hoje."

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Escritores...

Todo grande escritor é um mistério, ainda que apenas porque algum aspecto de seu talento permanece para sempre inefável, inexplicável e assombroso. A simples população da imaginação de Dickens, a arquitetura fantástica que Proust constrói a partir de momentos minuciosamente examinados. Perguntamos a nós mesmos: como pôde alguém fazer isso? E, é claro, diferentes qualidades da obra assombrarão diferentes pessoas. Para mim, o mistério de Tchekhov é antes de mais nada de conhecimento: como pode ele saber tanto? Ele sabe tudo que nos orgulhamos de ter aprendido, e muito mais. “Festa do santo dia”, uma história sobre uma mulher grávida, é cheia de observações sobre a gravidez que eu pensava serem segredos que só grávidas conheciam” (p. 239 e 240).

Francine Prose. Para ler como um escritor: um guia para quem gosta de livros e para quem quer escrevê-los. Tradução Maria Luisa X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.

domingo, 14 de junho de 2009

Quem sou

Eu sou um cara que vive o presente, já que o passado não posso mudar e o futuro eu desconheço.

Sou um apaixonado pela vida. Procuro viver o meu presente de forma intensa, apaixonada, as vezes como se fosse o último dia. Nunca sabemos o que pode acontecer amanhã. Dias bons, dias maus, dias alegres e dias tristes, procuro levar a minha vida da melhor forma possível de acordo com o momento.

Talvez por ser assim perdi muitas coisas importantes na minha vida, e ganhei tantas outras. Acho que tudo tem a sua hora certa pra acontecer, se não aconteceu ainda é porque não chegou o momento ideal. Pensar assim pode ser um pouco de ingenuidade, mas é assim que eu sou, um ingênuo e apaixonado. Nada mais que isso.


Uary Gondim

terça-feira, 9 de junho de 2009

Pré-sal ou pré-escola?

Diversos recursos econômicos do Brasil foram apresentados, cada um à sua época, como o caminho para o progresso nacional e a emancipação pessoal dos brasileiros: o açúcar, o ouro, o café, a borracha, a indústria. Em todos esse momentos, o futuro do País foi prometido como o resultado de uma atividade econômica central. Agora surgiu o pré-sal.

O açúcar gerou riqueza, mas não emancipou o povo do Nordeste, nem deixou o país mais civilizado. O ouro serviu mais para embelezar Portugal e enriquecer a Inglaterra do que para desenvolver o Brasil. A industrialização fez do Brasil uma potência econômica, mas ao custo de uma sociedade campeã em violência e desigualdade.

Com o pré-sal não será diferente. Depois de gastar centenas de bilhões, aproveitando toda a reserva a um preço satisfatório do petróleo, o resultado final será igual ao dos anteriores. Terá apenas duas diferenças: o custo financeiro será muito maior, sacrificando o presente; e os impactos ecológicos muito maiores, sacrificando o futuro. Como o ouro acabou, o petróleo do pré-sal acabará. Ou será substituído, como foi a borracha.

Outra vez, prisioneiro da economia baseada em recursos naturais, o Brasil não percebe que a saída está em se transformar em produtor de conhecimento: ciência, tecnologia, cultura. O único recurso capaz de superar dificuldades, substituir obsolescências e dinamizar a economia é o conhecimento: capaz de explorar o pré-sal, e mais – de inventar substitutos para o petróleo.

E para ter ciência e tecnologia, é preciso investir na pré-escola de todas as crianças. Por isso, no longo prazo, a pré-escola é mais importante do que o pré-sal.

Lamentavelmente, essa não é visão da nossa sociedade. Um clássico da literatura de esquerda diz que o subdesenvolvimento da América Latina foi provocado pelas “veias abertas” que provocaram a sangria dos recursos naturais de nosso continente. Na verdade, o atraso decorre do abandono da educação de nossas populações e a resultante impossibilidade de construir uma forte infra-estrutura científica e tecnológica. Mais do que as “veias abertas”, foi o “abandono dos cérebros” que atrasou o continente. Se, ao longo dos séculos, o Brasil tivesse perdido seu patrimônio natural mas investido na educação de seu povo, hoje, na época da economia do conhecimento, estaríamos na linha de frente do desenvolvimento econômico.

Finalmente, diversos projetos têm surgido visando à vinculação dos royalties do petróleo com investimentos na educação. O presidente da República também de apropriou da ideia de que parte dos recursos do pré-sal seja canalizada para financiar a educação. No entanto, o risco é que, de novo, os investimentos na educação sejam adiados para um futuro distante. E quando o pré-sal começar a dar resultado, o Brasil tenha perdido mais uma geração e o pré-sal se torne outra ilusão, adiando a revolução de que o Brasil tanto precisa. Além disso, de pouco servirá investir em educação daqui a alguns anos se, até lá, não tivermos cuidado das crianças que estão em idade pré-escolar hoje.

O Brasil não pode nem precisa esperar o pré-sal para investir nas suas crianças. Não pode porque o futuro estará na economia do conhecimento, não na exportação petrolífera. Não precisa, porque já dispõe dos recursos necessários. Vincular a revolução educacional à hipotética e futura exploração da reserva do pré-sal é um suicídio nacional.

“Adotar” todas as crianças em idade pré-escolar – com tudo o que for preciso para iniciar o desenvolvimento intelectual das futuras gerações – custará, no máximo, R$15,5 bilhões por ano, o equivalente 1% do que será gasto com o PAC, o pré-sal, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, caso o Rio de Janeiro seja a cidade escolhida. Mas para fazer o PAC, a Copa e as Olimpíadas, ninguém propõe esperar o pré-sal.

A pré-escola é mais importante, construtiva, viável, ética, barata e sustentável do que o pré-sal. Entre pré-escola e pré-sal, três letras a mais fazem uma radical diferença no futuro do País.

Cristovam Buarque (PDT-DF) é senador

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Pois é... Nascemos, envelhecemos e morremos... O que fazer nesse intervalo entre o nascimento e a morte? Curtir bons momentos, com certeza... Qual o sentido da vida senão viver? O que a filosofia e a religião tentam a anos desvendar, é tão óbvio que chega a ser ridículo.
Claro... Tem a questão do dinheiro... Para se ter dinheiro (honestamente) precisa-se trabalhar (a não ser que dê sorte de nascer em uma família multi milionária), e isso consome bons anos de nossas vidas. Ora.. o trabalho é uma ferramenta, um instrumento e por isso não deve dominar a vida de seu mestre (você).
As pessoas precisam viver mais, cada vez estamos presos a alguma coisa, é o trabalho, são as contas, são os compromissos, são as regras sociais, são os "pecados", tudo limita nossa vida de uma forma que já não sabemos se a vida que temos é realmente a vida que queremos.
Viva o presente, pois ele é a base para a construção de seu futuro...
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