O Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora Madre de Deus é um pequeno templo católico localizado no topo do morro Teresópolis, em Porto Alegre.
Tem uma linda paisagem, e como estive lá sábado, tirei algumas fotos:
terça-feira, 21 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Coisas que não lembramos ou não sabemos
Os Três Reis Magos:
O árabe Baltazar: trazia incenso, significando a divindade do Menino Jesus.
O indiano Belchior: trazia ouro, significando a sua realeza.
O etíope Gaspar: trazia mirra, significando a sua humanidade.
As Sete Maravilhas do Mundo Antigo:
1 - As Pirâmides do Egipto
2 - As Muralhas e os Jardins Suspensos da Babilónia
3 - O Mausoléu de Helicarnasso (ou o Túmulo de Máusolo em Éfeso)
4 - A Estátua de Zeus, de Fídias
5 - O Templo de Artemisa (ou Diana)
6 - O Colosso de Rodes
7 - O Farol de Alexandria.
As 7 Notas Musicais
A origem é uma homenagem a São João Baptista , com seu hino :
Ut queant laxis (dó) Para que possam
Re sonare fibris ressoar as
Mira gestorum maravilhas de teus feitos
Fa mulli tuorum com largos cantos
Sol ve polluit apaga os erros
La bii reatum dos lábios manchados
Sancti I oannis Ó São João
Os Sete Pecados Capitais
Eles só foram enumerados no século VI, pelo papa São Gregório Magno (540-604), tomando como referência as cartas de São Paulo
Gula – Avareza – Soberba – Luxúria – Preguiça – Ira – Inveja
As Sete Virtudes
Para combater os pecados capitais
Temperança – Generosidade – Humildade – Castidade – Disciplina – Paciência – Caridade
Os Sete dias da Semana e os "Sete Planetas"
Os dias, nos demais idiomas - com exceção da língua portuguesa e hebraica !!!- mantém os nomes dos sete corpos celestes conhecidos desde os babilónios:
Domingo dia do Sol
Segunda dia da Lua.
Terça dia de Marte
Quarta dia de Mercúrio
Quinta dia de Júpiter
Sexta dia de Vénus
Sábado dia de Saturno
As Sete Cores do Arco-Íris
Na mitologia grega, Íris era a mensageira da deusa Juno. Como descia do céu num facho de luz e vestia um xale
de sete cores, deu origem à palavra arco-íris. A divindade deu origem também ao termo íris, do olho.
Vermelho – Laranja – Amarelo – Verde – Azul – Anil – Violeta
Os Dez Mandamentos:
1º Amar a Deus sobre todas as coisas
2º Não tomar o Seu Santo Nome em vão
3º Guardar os sábados
4º Honrar pai e mãe
5º Não matar
6º Não pecar contra a castidade
7º Não furtar
8º Não levantar falso testemunho
9º Não desejar a mulher do próximo
10º Não cobiçar as coisas alheias
Os Doze Meses do Ano
Janeiro: Homenagem ao Deus Janus, protector dos lares
Fevereiro: Mês do festival de Februália (purificação dos pecados) em Roma;
Março: Em homenagem a Marte, Deus guerreiro;
Abril: Derivado do latim Aperire (o que abre). Possível referência à primavera no Hemisfério Norte;
Maio: Acredita-se que se origine de Maia, deusa do crescimento das plantas;
Junho: Mês que homenageia Juno, protetora das mulheres;
Julho: No primeiro calendário romano, de 10 meses, era chamado de quintilis (5º mês). Foi rebatizado por Júlio César;
Agosto: Inicialmente nomeado de sextilis (6º mês), mudou em homenagem a César Augusto ;
Setembro: Era o sétimo mês. Vem do latim septem;
Outubro: Na contagem dos romanos, era o oitavo mês;
Novembro: Vem do latim novem (nove);
Dezembro: Era o décimo mês.
Os Doze Apóstolos
Simão Pedro – Tiago (o maior) – João – Filipe – Bartolomeu – Mateus – Tiago (o menor) – Simão - Judas Tadeu –
Judas Iscariotes – André – Tomé
Após a traição de Judas Iscariotes, os outros onze apóstolos elegeram Matias para ocupar o seu lugar..
Os Doze Profetas do Antigo Testamento
Isaías – Jeremias – Jonas – Naum – Baruque – Ezequiel – Daniel – Oséias – Joel – Abdias – Habacuque – Amos
Os Quatro Evangelistas e a Esfinge
Lucas representado pelo touro
Marcos representado pelo leão
João representado pela águia
Mateus representado pelo anjo
Os Quatro Elementos e os Signos
Terra Touro – Virgem – Capricórnio
Água Câncer – Escorpião – Peixes
Fogo Carneiro – Leão – Sagitário
Ar Gêmeos – Balança – Aquário
As Musas da Mitologia Grega
a quem se atribuía a inspiração das ciências e das artes
1 – Urânia astronomia
2 – Tália comédia
3 – Calíope eloqüência e epopéia
4 – Polímnia retórica
5 – Euterpe música e poesia lírica
6 – Clio história
7 – Érato poesia de amor
8 – Terpsícore dança
9 – Melpômene tragédia
Os Sete Sábios da Grécia Antiga:
1 – Sólon, 2 – Pítaco, 3 – Quílon, 4 – Tales de Mileto, 5 – Cleóbulo, 6 – Bias, 7 – Períandro
Os Múltiplos de Dez
Os prefixos usados em Megabytes, Kilowatt , milímetro...
Yotta Y = 10 24 = 1.000.000.000.000.000.000.000.000
Zetta Z = 10 21 = 1.000.000.000.000.000.000.000
Exa E = 10 18 = 1.000.000.000.000.000.000
Peta P = 10 15 = 1.000.000.000.000.000
Tera T = 10 12 = 1.000.000.000.000
Giga G = 10 9 = 1.000.000.000
Mega M = 106 = 1.000.000
Kilo k = 10 3 = 1.000
Hecto h = 10 2 = 100
Deca da = 101 = 10
Uni = 100 = 1
Deci d = 10 -1 = 0,1
Centi c = 10 -2 = 0,01
Mili m = 10-3 = 0,001
Micro µ = 10 -6 = 0,000.0001
Nano n = 10 -9 = 0,000..000.001
Pico p = 10 -12 = 0,000.000.000..001
Femto f = 10 -15 = 0,000.000.000.000.001
Atto a = 10 -18 = 0,000.000.000.000.000.001
Zepto z = 10 -21 = 0,000.000.000.000.000.000.001
Yocto y = 10 -24 = 0,000.000.000.000.000.000.000.001
Exa deriva da palavra grega "hexa" que significa "seis"
Penta deriva da palavra grega "pente" que significa "cinco"
Tera do grego "téras" que significa "monstro"
Giga do grego "gígas" que significa "gigante"
Mega do grego "mégas" que significa "grande"
Hecto do grego "hekatón" que significa "cem"
Deca do grego "déka" que significa "dez"
Deci do latim "decimu" que significa "décimo"
Mili do latim "millesimu" que significa "milésimo"
Micro do grego "mikrós" que significa "pequeno"
Nano do grego "nánnos" que significa "anão"
Pico do italiano "piccolo" que significa "pequeno"
Femto do dinamarquês "femten" que significa "quinze"
Atto do dinamarquês "atten" que significa "dezoito"
zepto e zetta derivam do latim "septem" que significa "sete"
yocto e yotta derivam do latim "octo" que significa "oito"
Conversão entre unidades:
cavalo-vapor 1 cv = 735,5 Watts
horsepower 1 hp = 745,7 Watts
polegada 1 in (1??) = 2,54 cm
pé 1 ft (1?) = 30,48 cm
jarda 1 yd = 0,9144 m
angström 1 Å = 10- 10 m
milha marítima =1852 m
milha terrestre 1mi = 1609 m
tonelada 1 t = 1000 kg
libra 1 lb = 0,4536 kg
hectare 1 ha = 10.000 m2
metro cúbico 1 m3 = 1000 l
minuto 1 min = 60 s
hora 1 h = 60 min = 3600 s
grau Celsius 0 ºC = 32 ºF = 273 K (Kelvin)
grau fahrenheit =32 + 1,8 x ºC
Os Dez Números Arábicos
Os símbolos tem a ver com os ângulos:
o 0 não tem ângulos
o número 1 tem 1 ângulo
o número 2 tem 2 ângulos
o número 3 tem 3 ângulos
etc...
As Datas de Casamento:
1 ano Bodas de Algodão
2 anos Bodas de Papel
3 anos Bodas de Trigo ou Couro
4 anos Bodas de Flores e Frutas ou Cera
5 anos Bodas de Madeira ou Ferro
10 anos Bodas de Estanho ou Zinco
15 anos Bodas de Cristal
20 anos Bodas de Porcelana
25 anos Bodas de Prata
30 anos Bodas de Pérola
35 anos Bodas de Coral
40 anos Bodas de Rubi ou Esmeralda
45 anos Bodas de Platina ou Safira
50 anos Bodas de Ouro
55 anos Bodas de Ametista
60 anos Bodas de Diamante ou Jade
65 anos Bodas de Ferro ou Safira
70 anos Bodas de Vinho
75 anos Bodas de Brilhante ou Alabastre
80 anos Bodas de Nogueira ou Carvalho
Os Sete Anões:
Dunga – Zangado – Atchin – Soneca – Mestre – Dengoso – Feliz
Você Sabia?
1 Durante a Guerra de Secessão, quando as tropas voltavam para o quartel após uma batalha sem nenhuma baixa, escreviam numa placa imensa: "O Killed" (zero mortos). Daí surgiu a expressão " O.K." para indicar que tudo está bem.
2 Nos conventos, durante a leitura das Escrituras Sagradas, ao referirem-se a São José, diziam sempre " Pater Putativus", (ou seja: "Pai Suposto") abreviando em P.P. Assim surgiu o hábito, nos países de colonização espanhola, de chamar os " José" de " Pepe".
3 Cada rei no baralho representa um grande Rei/Imperador da história: Espadas: Rei David (Israel) – Paus: Alexandre Magno (Grécia/Macedónia) – Copas: Carlos Magno (França) – Ouros : Júlio César (Roma)
4 No Novo Testamento, no livro de São Mateus, está escrito " é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no Reino dos Céus ". O problema é que São Jerónimo, o tradutor do texto, interpretou a palavra " kamelos" como camelo, quando na verdade, em grego, "kamelos" são as cordas grossas com que se amarram os barcos. A ideia da frase permanece a mesma, mas qual parece mais coerente?
5 Quando os conquistadores ingleses chegaram a Austrália, assustaram-se ao ver uns estranhos animais que davam saltos incríveis. Imediatamente chamaram um nativo (os aborígenes australianos eram extremamente pacíficos) e perguntaram qual o nome do bicho. O índio repetia " Kan Ghu Ru", e portanto adaptaram-no ao inglês, "kangaroo" (canguru ). Depois, os linguistas determinaram o significado, que era muito claro: os indígenas queriam dizer: "Não te entendo".
6 A parte do México conhecida como Yucatán vem da época da conquista, quando um espanhol perguntou a um indígena como eles chamavam esse lugar e o índio respondeu " Yucatán ". Mas o espanhol não sabia que ele estava informando "Não sou daqui".
7 Existe uma rua no Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, chamada "PEDRO IVO". Quando um grupo de estudantes foi tentar descobrir quem foi esse tal de Pedro Ivo, descobriram que na verdade a rua homenageava D. Pedro I, que quando foi Rei de Portugal, foi aclamado como "Pedro IV" (quarto). Pois bem, algum dos funcionários da Prefeitura, ao pensar que o nome da rua fora grafado errado, colocou um "O" no final do nome. O erro permanece até hoje. Acredite se quiser...
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Conto - o vira lata e o psicopata
Publico aqui um conto de minha autoria.
Sou um escritor amador, então perdoem eventual falha na forma.
O vira lata e o psicopata
Ele estava decidido. Iria fazer, após um bom tempo planejando como fazer e tomando coragem, ele conseguiu.
Sentia-se preparado para o que estava por vir.
Seus colegas do trabalho finalmente iriam pagar por todas as piadas, deboches e brincadeiras que faziam com ele.
Seu plano, era como ele mesmo dizia “Perfeito”, não tinha como dar errado.
Mas ainda era necessário uma prova final, afinal, ele nunca tinha matado ninguém antes, e era preciso treinar, para ver se ele era realmente, capaz.
Pensou em como poderia ser o teste.. Ele teria que ganhar a confiança da criatura, e então, usar essa confiança contra ela, e a matar, e a olhar morrendo, sem sentir remorso.
Frieza, desprovimento total de sentimentos, assim que tinha que ser.
Após pensar nessa parte, decidiu que estava na hora de pôr a primeira parte do plano.
Saiu na rua, analisando tudo e todos, procurando o que poderia servir.
Pensou em pegar alguém solitário e excluído como ele, do tipo “que ninguém irá sentir falta”, mas ganhar a confiança de alguém assim demoraria muito tempo, e ele não estava mais com paciência de esperar.
Olhou alguns mendigos, e pensou em usar algum deles, mas ele teria que ter contato com ele, e isso o fez descartar a idéia.
Quando ele estava nervoso, por não estar conseguindo resolver esse problema, ele parou para comer.
Como não queria ficar perto das pessoas, pediu para levar e foi comer na praça.
Estava comendo e pensando no que poderia fazer, sem nenhuma boa idéia de como resolver esse impasse.
Quando estava terminando de comer, veio perto dele um vira lata, sacudindo o rabo e balançando o corpo.
Ele se sentiu incomodado com aquele cachorro, que vinha para mendigar sua comida.
Mas, olhando para o cachorro, ele teve uma ótima idéia, ele ia usar aquele cachorro como teste!
Era um vira lata, ninguém ia sentir falta dele, e como se tratava de um cachorro de rua, seria fácil ganhar a confiança dele.
Ele deu o resto de sua comida para o cachorro e ficou passando a mão nele, o acariciando como que acaricia um prêmio.
O vira lata se jogou no chão e mostrou sua barriga, pedindo por carinho, ele, vendo aquela cena, ficou feliz, o plano estava indo mais rápido do que ele imaginava, já estava ganhando a confiança do vira lata.
Decidiu que ia o levar para casa, o alimentar, o banhar, e ganhar mais de sua confiança, fazer o cachorro acreditar que ele tinha carinho por ele, e quando fosse a hora certa, o envenenar e o ver agonizando, sem remorso de ter matado o “melhor amigo do homem”.
- Se eu conseguir fazer isso com ele, consigo fazer com aqueles pulhas do trabalho.
Foi embora para sua casa, com seu novo companheiro, feliz por ter encontrado o que procurava.
Conforme o plano, ele alimentou o vira lata, deu banho, o cuidou, e até brincava e fazia carinho nele – tudo para ganhar sua confiança- conforme ele dizia a si mesmo.
Dois meses haviam se passado e ele havia esquecido da segunda parte do plano, de envenenar o vira lata, na verdade ele havia esquecido até dos seus odiosos colegas de trabalho.
Ele sentia que algo estava diferente, e que isso o incomodava, ele estava demorando muito, e devia pôr o plano em prática imediatamente, antes que fosse tarde.
Pois bem, ele comprou os itens necessários para a fabricação de um veneno caseiro e fez sua fórmula mágica.
Preparou um excelente jantar, para ele e para seu “amigo”, e pôs o veneno na porção do vira lata.
Após ele comer sua parte, levou a tigela para a sala, onde o cachorro balançava o rabo e latia de felicidade, em ver seu dono trazer sua comida.
Ele olhou aquela cena e paralizou, por um instante ficou sem saber o que fazer, de alguma forma, aquele vira lata estava mexendo com ele.
Mas ele parou, respirou e entregou a comida para seu vira lata.
Após entregar a comida, ele foi para seu quarto, aguardar o resultado, ir até a sala ver o cadáver, rir, ir para sua cama e ter uma bela noite de sono.
Ele começou a ficar nervoso, pois nada acontecia, ficava se perguntando se tinha feito a fórmula certa, se iria fazer efeito.
Então a agonia começou.. o cachorro começou a latir, desesperado, sentindo que sua vida se ia, e que em seu lugar, entrava a dor, muita dor.
O cachorro uivava, passava as unhas no chão, como se estivesse chamando seu dono, para o ajudar.
Ele começou a se retorcer na cama, começou a ficar angustiado, estava inquieto, não sabia o que sentia e nem o que fazer.
Se levantou e começou a caminhar pelo quarto, sem saber como lidar com aquela situação – estava diferente de como ele imaginava.
Colocava as mãos na cabeça, batia nas paredes, até que decidiu ir onde estava seu vira lata, chegando na sala, ele viu o cachorro, se retorcendo de dor, em agonia, desesperado.
Ele viu aquela situação, mas ainda assim não sabia o que fazer.
Então o cachorro o olhou, e no seu olhar ele viu “me ajude”.
Ele bateu com raiva na parede, pegou o cachorro do chão e saiu correndo com ele até um veterinário, chegou na emergência e implorou por atendimento, disse que havia envenenado seu cachorro e ele queria que ele vivesse.
A moça que o atendeu levou o cachorro até uma sala, onde estava o veterinário de plantão, e pediu que ele aguardasse na sala de espera.
Ele aguardou na sala, nervoso, comeu todas suas unhas, mordeu seus dedos, bateu no sofá e ficou com um sentimento que ele não conhecia – culpa.
Sentia-se muito mal com tudo aquilo, e queria que seu cachorro sobrevivesse.
Aqueles minutos pareceram meses, tamanha era sua angústia.
Até que a moça que o atendeu chegou na sala de espera, e foi em direção a ele.
Coração disparando, suor, inquietação, ele estava muito nervoso e queria uma resposta.
Então a mulher pediu que ele entrasse na sala do veterinário, que o doutor queria falar com ele.
Ele sentiu suas pernas tremerem e esperou pelo pior, uma grande tristeza tomou conta dele e ele adentrou a sala, cabisbaixo.
Quando ele entrou na sala, viu o médico veterinário com seu cachorro no colo, e ele estava vivo, o médico havia conseguido tirar o veneno, disse que ele trouxe seu amigo a tempo, que isso havia o salvado, que ele havia salvado seu amigo.
Ele explodiu de alegria, ficou eufórico, agradeceu o médico várias vezes.
Então ele pegou seu amigo no colo, e ele latia, balançava o rabo e o olhava com um olhar de “muito obrigado”.
Ele começou a chorar, e levou seu cachorro para casa, após pegar a receita que o veterinário o passou.
Chegando em casa, ele abraçou o cachorro e disse a ele:
- “Obrigado, hoje eu descobri o que é o amor, obrigado por salvar minha vida da infelicidade, meu amigo”
Levou seu amigo para sua cama e dormiu abraçado nele, com um sentimento de felicidade, por ele estar vivo e bem.
Ele não encontrou o que procurava, mas encontrou o que precisava.
Quanto a seus colegas de trabalho? Ele não ligava mais para eles, pois ele tinha algo maior e melhor para se preocupar, finalmente ele tinha vida.
Tiago Aquines
Sou um escritor amador, então perdoem eventual falha na forma.
O vira lata e o psicopata
Ele estava decidido. Iria fazer, após um bom tempo planejando como fazer e tomando coragem, ele conseguiu.
Sentia-se preparado para o que estava por vir.
Seus colegas do trabalho finalmente iriam pagar por todas as piadas, deboches e brincadeiras que faziam com ele.
Seu plano, era como ele mesmo dizia “Perfeito”, não tinha como dar errado.
Mas ainda era necessário uma prova final, afinal, ele nunca tinha matado ninguém antes, e era preciso treinar, para ver se ele era realmente, capaz.
Pensou em como poderia ser o teste.. Ele teria que ganhar a confiança da criatura, e então, usar essa confiança contra ela, e a matar, e a olhar morrendo, sem sentir remorso.
Frieza, desprovimento total de sentimentos, assim que tinha que ser.
Após pensar nessa parte, decidiu que estava na hora de pôr a primeira parte do plano.
Saiu na rua, analisando tudo e todos, procurando o que poderia servir.
Pensou em pegar alguém solitário e excluído como ele, do tipo “que ninguém irá sentir falta”, mas ganhar a confiança de alguém assim demoraria muito tempo, e ele não estava mais com paciência de esperar.
Olhou alguns mendigos, e pensou em usar algum deles, mas ele teria que ter contato com ele, e isso o fez descartar a idéia.
Quando ele estava nervoso, por não estar conseguindo resolver esse problema, ele parou para comer.
Como não queria ficar perto das pessoas, pediu para levar e foi comer na praça.
Estava comendo e pensando no que poderia fazer, sem nenhuma boa idéia de como resolver esse impasse.
Quando estava terminando de comer, veio perto dele um vira lata, sacudindo o rabo e balançando o corpo.
Ele se sentiu incomodado com aquele cachorro, que vinha para mendigar sua comida.
Mas, olhando para o cachorro, ele teve uma ótima idéia, ele ia usar aquele cachorro como teste!
Era um vira lata, ninguém ia sentir falta dele, e como se tratava de um cachorro de rua, seria fácil ganhar a confiança dele.
Ele deu o resto de sua comida para o cachorro e ficou passando a mão nele, o acariciando como que acaricia um prêmio.
O vira lata se jogou no chão e mostrou sua barriga, pedindo por carinho, ele, vendo aquela cena, ficou feliz, o plano estava indo mais rápido do que ele imaginava, já estava ganhando a confiança do vira lata.
Decidiu que ia o levar para casa, o alimentar, o banhar, e ganhar mais de sua confiança, fazer o cachorro acreditar que ele tinha carinho por ele, e quando fosse a hora certa, o envenenar e o ver agonizando, sem remorso de ter matado o “melhor amigo do homem”.
- Se eu conseguir fazer isso com ele, consigo fazer com aqueles pulhas do trabalho.
Foi embora para sua casa, com seu novo companheiro, feliz por ter encontrado o que procurava.
Conforme o plano, ele alimentou o vira lata, deu banho, o cuidou, e até brincava e fazia carinho nele – tudo para ganhar sua confiança- conforme ele dizia a si mesmo.
Dois meses haviam se passado e ele havia esquecido da segunda parte do plano, de envenenar o vira lata, na verdade ele havia esquecido até dos seus odiosos colegas de trabalho.
Ele sentia que algo estava diferente, e que isso o incomodava, ele estava demorando muito, e devia pôr o plano em prática imediatamente, antes que fosse tarde.
Pois bem, ele comprou os itens necessários para a fabricação de um veneno caseiro e fez sua fórmula mágica.
Preparou um excelente jantar, para ele e para seu “amigo”, e pôs o veneno na porção do vira lata.
Após ele comer sua parte, levou a tigela para a sala, onde o cachorro balançava o rabo e latia de felicidade, em ver seu dono trazer sua comida.
Ele olhou aquela cena e paralizou, por um instante ficou sem saber o que fazer, de alguma forma, aquele vira lata estava mexendo com ele.
Mas ele parou, respirou e entregou a comida para seu vira lata.
Após entregar a comida, ele foi para seu quarto, aguardar o resultado, ir até a sala ver o cadáver, rir, ir para sua cama e ter uma bela noite de sono.
Ele começou a ficar nervoso, pois nada acontecia, ficava se perguntando se tinha feito a fórmula certa, se iria fazer efeito.
Então a agonia começou.. o cachorro começou a latir, desesperado, sentindo que sua vida se ia, e que em seu lugar, entrava a dor, muita dor.
O cachorro uivava, passava as unhas no chão, como se estivesse chamando seu dono, para o ajudar.
Ele começou a se retorcer na cama, começou a ficar angustiado, estava inquieto, não sabia o que sentia e nem o que fazer.
Se levantou e começou a caminhar pelo quarto, sem saber como lidar com aquela situação – estava diferente de como ele imaginava.
Colocava as mãos na cabeça, batia nas paredes, até que decidiu ir onde estava seu vira lata, chegando na sala, ele viu o cachorro, se retorcendo de dor, em agonia, desesperado.
Ele viu aquela situação, mas ainda assim não sabia o que fazer.
Então o cachorro o olhou, e no seu olhar ele viu “me ajude”.
Ele bateu com raiva na parede, pegou o cachorro do chão e saiu correndo com ele até um veterinário, chegou na emergência e implorou por atendimento, disse que havia envenenado seu cachorro e ele queria que ele vivesse.
A moça que o atendeu levou o cachorro até uma sala, onde estava o veterinário de plantão, e pediu que ele aguardasse na sala de espera.
Ele aguardou na sala, nervoso, comeu todas suas unhas, mordeu seus dedos, bateu no sofá e ficou com um sentimento que ele não conhecia – culpa.
Sentia-se muito mal com tudo aquilo, e queria que seu cachorro sobrevivesse.
Aqueles minutos pareceram meses, tamanha era sua angústia.
Até que a moça que o atendeu chegou na sala de espera, e foi em direção a ele.
Coração disparando, suor, inquietação, ele estava muito nervoso e queria uma resposta.
Então a mulher pediu que ele entrasse na sala do veterinário, que o doutor queria falar com ele.
Ele sentiu suas pernas tremerem e esperou pelo pior, uma grande tristeza tomou conta dele e ele adentrou a sala, cabisbaixo.
Quando ele entrou na sala, viu o médico veterinário com seu cachorro no colo, e ele estava vivo, o médico havia conseguido tirar o veneno, disse que ele trouxe seu amigo a tempo, que isso havia o salvado, que ele havia salvado seu amigo.
Ele explodiu de alegria, ficou eufórico, agradeceu o médico várias vezes.
Então ele pegou seu amigo no colo, e ele latia, balançava o rabo e o olhava com um olhar de “muito obrigado”.
Ele começou a chorar, e levou seu cachorro para casa, após pegar a receita que o veterinário o passou.
Chegando em casa, ele abraçou o cachorro e disse a ele:
- “Obrigado, hoje eu descobri o que é o amor, obrigado por salvar minha vida da infelicidade, meu amigo”
Levou seu amigo para sua cama e dormiu abraçado nele, com um sentimento de felicidade, por ele estar vivo e bem.
Ele não encontrou o que procurava, mas encontrou o que precisava.
Quanto a seus colegas de trabalho? Ele não ligava mais para eles, pois ele tinha algo maior e melhor para se preocupar, finalmente ele tinha vida.
Tiago Aquines
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